O benefício principal destacado pelas famílias que têm bichos, pelos
pediatras e até por estudiosos é o companheirismo, pois o animal
provoca diversos estímulos na criança. O bebê exercita a coordenação
motora fina ao ter de controlar sua força para acariciar um cachorro, um
gato, ou um coelho. Treina a marcha ao engatinhar ou tentar andar (por
vezes, correr) atrás do animal. Olfato, visão e audição são provocados
pelos sons, cheiros e movimentos dos bichos. Um estudo realizado pela
Universidade Loyola, em Chicago, mostrou os benefícios dos animais nos
hospitais. Os investigadores afirmam que acariciar um cachorro pode
ajudar pacientes internados a reduzir pela metade a quantidade de
analgésicos que precisam tomar.
Animais de estimação ou aqueles
mais rurais. Independentemente do tipo de contato da criança com um
bicho, estimulará o pequeno e trará ensinamentos importantes para seu
futuro.
É o que afirma a psicóloga Cecília Zylberstajn. “O
convívio com animais traz alguns aprendizados, como saber cuidar do
próximo, ter responsabilidade, exercer sua autoridade com o animal dando
limites a ele, além de cultivar a autoestima, porque a criança percebe
que tem alguém que depende dos cuidados dela e isso a faz se sentir
importante.”
Cachorros, gatos, passarinhos, peixes, ratos e até
ursos são figuras constantes no universo dos pequenos. Estão no abajur
do quarto, e no papel de parede. São heróis em filmes e em livros
infantis. Essa relação é fomentada, criada, incentivada porque, acima de
tudo, traz bem-estar. Estudos mostram que o contato com animais ativa
áreas do cérebro relacionadas com as emoções. Não é por outro motivo
senão a sensação de bem-estar, físico e mental, que terapeutas lançaram
mão da terapia com animais para tratar crianças hospitalizadas ou com
deficiências mentais.
Fonte: Revista Crescer.